O Tempo dos Espelhos, de Júlio Machado Vaz. ISBN: 9789724731100. Dimensões: 152 x 228 x 10 mm. 160 pp. 2006. Textos Editores.
Pareço comovido... Nunca pensaram que utilizasse o verbo alucinar fora de um consultório... Os moinhos só se curvam nas palavras dos poetas... E será crime, por um momento, coxear humildemente no rasto do génio? A sua — dele, não dos poetas.... — crónica e lamentável confusão mental obrigam a uma contenção exagerada, que a lucidez e a recusa da lamechice não exigem. A clareza da análise implica uma sensibilidade que, sem falas modéstias, julgo possuir. Só a notaram quando deixei parênteses e itálico e lhe dei colo à família???? Também vos ludibriou, o meliante. Com falinhas mansas fez de mim o chato que pôs o dedo, palavras e bisturi em cicatrizes dolorosas. Era necessário, repito-o. Por todas as razões acima invocadas e mais uma — o tempo afunila. Vejo túnel ao fundo da luz, seria vantajoso que fizéssemos o resto do caminho em sã camaradagem. Não excluo sequer uma boa amizade. Bogart e Rains conseguiram-no em Casablanca e tudo parecia separá-los! A verdade é que estamos condenados a morrer e viver a duo.
Como agora, enquanto anoitece em Cantelães.